Descubra tudo sobre o tema de 2026, o dress code e o que esperar da edição mais ambiciosa do evento no Metropolitan Museum of Art de Nova York.
Criado em 1948, o Met Gala, formalmente conhecido como Costume Institute Gala, nasceu como um jantar beneficente para arrecadar fundos para o recém-fundado Costume Institute do Metropolitan Museum of Art. Na primeira edição, os ingressos custavam cerca de 50 dólares.
A transformação em evento de luxo veio a partir de 1973, sob a influência da ex-editora-chefe da Vogue, Diana Vreeland, que atuava como consultora especial do Instituto. Desde 1995, Anna Wintour organiza o evento, consolidando-o como a noite mais exclusiva do calendário fashion mundial.
A exposição deste ano aborda “a centralidade do corpo vestido” na vasta coleção do Met. Composta por cerca de 400 objetos, a mostra reúne peças do Costume Institute em diálogo com pinturas, esculturas e obras que abrangem 5.000 anos de história da arte.
O curador Andrew Bolton organizou a exposição em torno de tipos de corpos temáticos, divididos em três categorias: corpos onipresentes na arte, como o clássico e o nu; corpos negligenciados, como os envelhecidos e os grávidos; e corpos universais, como o anatômico.
A exposição “Costume Art” inaugura as novas Galerias Condé M. Nast, um espaço de aproximadamente 1.115 metros quadrados adjacente ao Great Hall do Met. Pela primeira vez, a moda ganha localização central no museu, literalmente “saindo do porão”, onde o Costume Institute historicamente ocupava um espaço secundário.
O título da exposição, sem subtítulo pela primeira vez na gestão de Bolton, representa uma declaração de intenções: dissolver a hierarquia histórica entre arte e moda. Nas palavras do curador: “Tiramos o subtítulo e foi como tirar um espartilho. É ousado, é forte, é uma declaração de intenções.”
O dress code: Fashion is Art, propõe que os convidados expressem sua própria relação com a moda como forma de arte incorporada ao corpo. A diretriz permite ampla interpretação, incentivando os convidados a considerarem as muitas maneiras pelas quais estilistas utilizam o corpo como tela em branco.
No tapete vermelho, podemos esperar referências que vão do Rococó e Barroco, com sua exuberância e volumes dramáticos ao Renascimento, com drapejados clássicos inspirados em retratos de época. O Surrealismo certamente marcará presença, especialmente através de Schiaparelli e suas formas oníricas. Pop Art deve aparecer em cores vibrantes e referências gráficas, enquanto o Cubismo pode inspirar fragmentação e geometria. E para os mais ousados, a Arte performática abre espaço para transformações ao vivo e intervenções no próprio tapete vermelho.
Uma referência histórica que captura perfeitamente o espírito do tema é a coleção “Wearable Art” de Viktor & Rolf, apresentada na Alta-Costura A/W 2015/2016. Naquele desfile, quadros emoldurados se transformavam lentamente em vestidos no corpo das modelos.
A lista de co-chairs desta edição é, no mínimo, impecável. Beyoncé retorna ao tapete vermelho após 10 anos, sua última aparição foi em 2016, usando Givenchy Haute Couture, e sua ausência prolongada só aumenta a expectativa. Ao seu lado, Nicole Kidman, Venus Williams e, naturalmente, Anna Wintour completam o quarteto de anfitriãs.
Jeff Bezos e Lauren Sánchez Bezos atuam como presidentes honorários e patrocinadores principais do evento. O Host Committee, liderado por Anthony Vaccarello (creative director da Saint Laurent) e Zoë Kravitz, reúne nomes que representam o melhor da música, cinema, esporte e moda: Sabrina Carpenter, Doja Cat, Angela Bassett, Lisa do BLACKPINK, Sam Smith, Gwendoline Christie, Elizabeth Debicki, A'ja Wilson, e entre outros.
O Met Gala 2026 não será apenas uma festa de gala, será uma afirmação de que o corpo vestido merece seu lugar no centro da história da arte. E você, o que achou do tema deste ano?