Vamos falar de comportamento um pouquinho? A história nos mostra que a cor é sempre um termômetro do estado psicológico da sociedade. Toda vez que passamos por períodos de crise, de economia apertada ou de muito estresse coletivo, a gente abandona aquela “camuflagem” de proteção dos beges e cinzas e mergulha de cabeça na moda focada em gerar alegria, o famoso dopamine dressing.
Vimos isso explodir nos loucos anos 1920, se repetir na estética neon dos anos 1980 e, claro, na virada dos anos 90/2000 com o bug do milênio. Usar um guarda-roupa super vivo virou quase uma rebelião contra o cansaço do mundo real, é como transformar o ato de se vestir em um mecanismo inteligente (e lindo!) de sobrevivência emocional.