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Por que Miranda Priestly ainda fascina?

Por que Miranda Priestly ainda fascina?

07 Mai

Com Meryl Streep de volta em O Diabo Veste Prada 2, Miranda Priestly retorna lembrando por que figuras de autoridade continuam despertando interesse.

A volta de Meryl Streep em O Diabo Veste Prada 2 não reaquece apenas a memória de um clássico da moda. Ela traz de volta uma personagem que, duas décadas depois, ainda resume como poucas a imagem de poder, exigência e frieza que o universo editorial transformou em lenda.

Miranda Priestly virou autoridade

Miranda Priestly nunca ficou marcada só pelo figurino impecável. O que fez a personagem atravessar tantos anos foi a maneira como Meryl Streep transformou pequenos gestos em intimidação.


O olhar fixo, a fala baixa, a pausa antes de uma crítica e a frieza calculada fizeram dela uma figura impossível de ignorar. Miranda não precisava de grandes explosões porque a dureza estava justamente no silêncio.


Emily Blunt relembrou recentemente o quanto essa construção era intimidadora até nos bastidores, o que ajuda a permanência da personagem. No fim, bastava um olhar de Miranda para que todos entendessem que nada abaixo do melhor seria aceito.

Como ela virou um arquetipo?

Na minha visão, Miranda Priestly se tornou um arquétipo porque ela nasceu de uma imagem que a moda conhece bem: a da editora implacável que exige excelência em cada detalhe.


A personagem foi inspirada no imaginário construído em torno de Anna Wintour, a mulher que por décadas simbolizou o rigor absoluto dentro da indústria fashion.


E talvez, seja isso que ainda fascine. Miranda não transmite apenas poder, ela transmite padrão. Existe quase uma obsessão pela perfeição em tudo o que ela observa, e isso faz dela uma personagem dura, mas também magnética. Em um cenário atual onde tudo parece mais flexível, Miranda continua sendo lembrada como a representação de um tempo em que ser a melhor não era opcional.

Agradável? Acho que não.

Parte do impacto de Miranda Priestly está no fato de ela nunca tentar suavizar a própria rigidez. Ela não distribui simpatia, não cria proximidade e não sente necessidade de tornar a convivência confortável. Tudo nela comunica distância, e essa distância é o que reforça sua imagem.


Miranda prefere ser respeitada a ser querida, essa talvez seja a característica que mais intriga. Hoje quase toda liderança busca parecer acessível, enquanto ela continua sustentando a ideia de que a frieza também pode ser uma forma de controle.


Meryl Streep revisita a personagem mantendo exatamente essa postura, como se Miranda lembrasse ao público que certas figuras não precisam mudar de tom para continuar sendo lembradas.

Miranda Priestly volta lembrando que certos tipos de poder não envelhecem. Um olhar duro, uma exigência silenciosa e a sensação de que sempre se pode fazer melhor ainda continuam intimidando. Mas fica a pergunta: você estaria preparada para um olhar assim?

Graduanda em Moda, formada em Consultoria de Imagem e Coloração Pessoal. Fascinada pelo universo fashion, tendências e pesquisas de moda. Apaixonada por fotografia, viagens, música, Disney e Van Gogh.


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