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4º dia de Alta-Costura Fall/Winter 26/27

4º dia de Alta-Costura Fall/Winter 26/27

13 Jul

O último dia de alta-costura entregou liberdade, conforto e a Fendi de volta às raízes!

Chegamos ao último dia da Alta-Costura Fall/Winter 26/27! E para fechar a temporada com chave de ouro, as passarelas provaram que o verdadeiro luxo da vez é ser livre. Vimos a Fendi desfilando sob o céu de Roma, o sportswear ganhando status de ateliê, coleções poéticas inspiradas no nascer do sol e até provocações artísticas com materiais super inusitados.

PEET DULLAERT

Quem disse que alta-costura precisa começar no papel? Fiel à sua técnica de modelar a roupa direto no corpo, o estilista buscou inspiração em retratos clássicos de Rembrandt. Ele usou a estética impecável do século XVII, cheia de looks pretos com muita renda branca.


A passarela entregou um mix de smokings (desfilados por homens e mulheres) até saias de tafetá super volumosas com os clássicos repuxados da marca. A coleção viajou pelas rendas dos quadros antigos, esbarrou no animal print, brilhos Art Nouveau e cachecóis com franjas.


E o grande truque da coleção? O sportswear! Dullaert colocou a liberdade de movimento como o luxo da atualidade. Bodys de elastano brilhante e rendas com stretch serviram de base. Com ombros super pontiagudos, pregas inusitadas e uma fusão impecável de tecidos leves e estruturados, o savoir-faire da grife ficou inconfundível.

RAMI AL ALI

Rami Al Ali fugiu dos clichês e encontrou na primeira luz do dia a inspiração perfeita para a coleção “Threads of Light: A New Dawn”. Trazendo um respiro para a passarela, o estilista transformou o nascer do sol no deserto em um símbolo de renovação e esperança, focando na beleza da luz e no frescor de um novo começo.


A cartela de cores espelhou exatamente a transição do céu na madrugada, evoluindo dos tons de areia e marfim até o âmbar, champanhe e dourado. O trabalho manual se destacou com texturas em madrepérola e cristais em silhuetas alongadas.


O encontro perfeito entre tradição e modernidade teve seu ápice no look final. A noiva parecia um verdadeiro sonho, vestindo um modelo ombro a ombro todinho bordado com pérolas marfim. Mas quem roubou a cena mesmo foi a cauda escultural imensa e com leve transparência, fechando o desfile com um momento digno de conto de fadas!

AELIS

Sofia Crociani transformou a passarela da Aelis em uma reflexão sobre o que realmente significa o luxo. Com uma pegada mais sombria, provou que a moda pode ser intelectual sem perder a leveza e o romantismo da grife.


A coleção entregou um ótimo contraste entre fluidez e estrutura. O desfile já abriu com uma capa dramática de penas de garça (claro que de arquivo, pois esse comércio quase extinguiu a espécie). Outro ponto alto foi o uso de gesso escurecido imitando concreto, que prendia um vestido de cetim lembrando os drapeados da Roma Antiga.


Mas o grande destaque foi o uso de cabelo! Com fios de origem ética nas peças, a estilista provocou e questionou por que a indústria valoriza de formas tão diferentes o cabelo humano, a lã e as penas, já que todos têm a mesma base biológica. O encerramento ficou por conta de um vestido rosa super arquitetônico, deixando claro que a verdadeira alta-costura é, acima de tudo, pura arte.

FENDI

Na sua aguardada estreia na Fendi, Maria Grazia Chiuri levou a alta-costura de volta para casa, desfilando sob o céu de Roma. Mergulhando nas raízes da grife, ela propôs algo novo. Em vez de pensar primeiro na silhueta, o material assumiu o protagonismo para criar uma verdadeira experiência tátil.


A mensagem central, inspirada no legado de Karl Lagerfeld e na vanguarda das cinco irmãs Fendi, é o puro prazer de vestir. Pode esquecer espartilhos e amarras! A regra agora é fluidez total com peças que abraçam o corpo sem apertar. A passarela mostrou peles tão trabalhadas que pareciam plumas, tules dando estrutura às capas e modelagens estilo quimono ditando um guarda-roupa livre e sem gênero.


Na cartela de cores, o preto dividiu a cena com o icônico tom “pergaminho”. Esse detalhe foi um aceno super inteligente aos primórdios da marca, relembrando a época em que a Fendi fabricava malas de couro exatamente nessa cor. Para fechar, o desfile entregou transparências na medida, casacos de cashmere levíssimos e vestidos com bordados numa vibe Art Déco.

E assim fechamos o último dia e a nossa cobertura de desfiles chegou ao fim... Mas calma que ainda não acabou! Depois de tantas coleções icônicas, nossos radares captaram perfeitamente o que vai dominar a moda nas próximas estações. Fica de olho por aqui que logo mais a gente solta esse resumão completo de tendências. Até já!

Graduanda em Moda, formada em Consultoria de Imagem e Coloração Pessoal. Fascinada pelo universo fashion, tendências e pesquisas de moda. Apaixonada por fotografia, viagens, música, Disney e Van Gogh.


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